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Artigo

A Massoterapeuta

28 de abril de 2026·10 min de leitura

A sessão estava marcada para as quinze horas. Cami olhou o nome na agenda — Roberto, quarenta e cinco anos, casado, primeira vez no espaço. Cliente novo sempre vinha com aquela mistura de vergonha e expectativa, ela já conhecia o teatro. Mas o jeito que ele escreveu no campo de observações chamou atenção: “Dor na lombar que não passa há meses, já tentei de tudo.”

Ela organizou a maca, deixou as toalhas alinhadas, o óleo de amêndoas no suporte. Caminhou até a sala de espera com a lista de procedimentos na mão.

Ele estava sentado, pernas cruzadas, celular no bolso, olhar perdido num quadro abstrato. Quando ouviu o passo dela, levantou num movimento meio desengonçado.

— Roberto? — Cami sorriu. Ele acenou com a cabeça, sério. Engravatado ainda, como se tivesse saído do escritório cinco minutos antes.

— Isso.

— Pode me acompanhar.

Passaram pelo corredor iluminado. Ela notou a postura dele — ombros caídos, tensão concentrada na base da coluna. As mãos grandes pendiam inertes.

— Nunca fez massagem antes? — puxou assunto enquanto abria a porta da sala.

— Já. Mas faz tempo. Sempre em clínica de fisioterapia, nunca... — titubeou.

— Nunca com uma terapeuta particular? — completou, mantendo o tom profissional. Ele soltou um sorriso amarelo.

— Isso.

— Fica tranquilo. Aqui é igual, só que mais silencioso. E sem máquina de eletroestimulação.

Roberto riu baixo. A primeira tensão rompeu.

— Vou explicar como funciona: você tira a roupa e deita de bruços na maca, se cobre com a toalha. Eu saio da sala, bato na porta antes de voltar. Pode deixar só a cueca se se sentir mais confortável, mas muitos clientes preferem tirar tudo — dá mais liberdade pro trabalho nos glúteos e lombar.

— Tudo? — a pergunta escapou como se ele não quisesse demonstrar curiosidade.

— Fica a seu critério. O importante é que você fique à vontade. Eu sou profissional.

Cami saiu e fechou a porta. Esperou três minutos, bateu suavemente.

— Pode entrar.

A maca rangeu quando ela entrou. Ele estava de bruços, a toalha cobrindo da metade das costas até a metade das coxas. O corpo moreno, com aqueles fios grisalhos nas têmporas se estendendo pra nuca. Os ombros largos, as escápulas desenhadas sob a pele. A barriga discreta pressionava a maca.

Ela aqueceu o óleo nas mãos.

— Vou começar, tá? Qualquer desconforto, me avisa.

Deslizou os dedos na base do pescoço dele, fazendo uma pressão firme, circulando devagar. A pele estava quente. Roberto suspirou fundo.

— Isso... pode fazer força.

— Tô percebendo que você tá bem travado aqui — ela falou enquanto abria as mãos sobre os ombros, afastando a tensão acumulada. — Trabalha sentado?

— O dia todo. Computador, reunião, computador.

— Pois é, seu corpo tá gritando.

Ele riu, um som curto. Cami desceu as mãos pelas laterais da coluna, afastando a toalha até a lombar. Aquela região estava rígida. Ela aplicou cotovelo e antebraço, com pressão lenta, sentindo os nódulos se desfazendo sob a pele.

— Ai — ele gemeu baixo —, aí, assim.

— É aí a dor?

— É. Faz meses que... nossa senhora, tá fundo.

— Vou aliviar, mas precisa de umas sessões.

Enquanto massageava, Cami observava. Os músculos da lombar relaxavam aos poucos, mas os glúteos dela — ainda sob a toalha — estavam contraídos, como se ele estivesse se segurando. A toalha deslizou um pouco pra baixo, deixando ver o início da curva da nádega.

Ela não puxou a toalha de volta. Ajeitou só o suficiente pra dizer que não ignorou.

— Vou descer um pouco mais, trabalhar a parte superior dos glúteos. É essencial pra dor lombar.

— Tudo bem — a voz dele saiu um pouco anasalada, o rosto virado pro buraco da maca.

Cami passou o óleo nas mãos de novo e tocou a nádega direita. A pele era lisa, o músculo denso. Começou a fazer movimentos circulares com as pontas dos dedos, aprofundando a cada volta. A toalha escorregou de vez.

Roberto não falou nada. Não tentou cobrir de novo.

— Pode respirar fundo — ela orientou. — Solta o ar enquanto eu pressiono.

Ele obedeceu. Na expiração, o corpo cedeu inteiro. Cami aproveitou para descer a mão esquerda até a coxa dele, deslizando pela parte de trás, enquanto a direita continuava massageando o glúteo. Os movimentos ficaram mais lentos. Mais longos. Menos clínicos.

— Sabe que você tá com muita tensão retida aqui também — disse, com a voz mais baixa.

— É? — ele quase sussurrou.

— Pois é.

O pau dele já estava duro. Cami viu quando a toalha se deslocou por completo, revelando a coxa esquerda, o começo da virilha. Ele não tentou esconder. Talvez não soubesse como.

— Vou pedir pra você virar de costas — ela falou, e a voz saiu mais grave do que ela pretendia. — A massagem na parte anterior da coxa ajuda a complementar.

Ele demorou dois segundos.

— Viro.

O rangido da maca. O rosto dele agora estava virado pra ela, os olhos castanhos escuros, a barba por fazer das quinze horas. A toalha cobriu o pau só por acaso, porque a dobra do pano ficou em cima. Mas o volume estava lá, erguido, inegável.

Cami aqueceu óleo de novo. Tocou a coxa direita, acima do joelho, subindo devagar. Ele arfou.

— Pode fazer força.

— Como antes?

— Como antes.

Ela pressionou o tensor da fáscia lata, aquela banda que vai da virilha pro joelho. Roberto gemeu com a boca aberta. A mão direita dele agarrou a borda da maca. O pau se moveu sob a toalha, desenhando uma linha úmida no tecido.

Cami continuou subindo. Quando chegou no topo da coxa, a uma polegada do saco escrotal, parou.

— Quer que eu continue? — perguntou, os olhos fixos nos dele.

— Continue.

— O que você quer que eu massageie agora, Roberto?

Ele engoliu em seco.

— Você sabe.

— Preciso ouvir.

— Massageia... — ele puxou o ar — ...massageia meu pau.

Cami sorriu. Não um sorriso profissional. Um sorriso de mulher que acabou de ouvir exatamente o que queria.

— Tira a toalha.

Ele obedeceu, num gesto rápido. O pau pulou pra fora, ereto, médio pra grande, grosso, a cabeça rosada e brilhante com uma gota de pré-gozo. As bolas encolhidas, tensas.

— Olha só — ela murmurou, passando o dedo indicador da base até a glande, sem apertar. — Tudo isso de tensão acumulada.

— Cami... — ele gemeu o nome dela como se fosse um alívio.

— Vou resolver isso pra você.

Ela fechou a mão em torno da haste e começou a masturbar devagar, deixando o óleo de amêndoas escorrer pela pele. Movimentos longos, da base à cabeça, o polegar roçando o frênulo em cada subida. Roberto virou o rosto pro lado, mordendo os lábios.

— Assim? — ela perguntou, aumentando um pouco a velocidade.

— Assim... caralho... assim tá gostoso.

— Mas acho que você não veio aqui pra levar uma punheta, né?

Ele abriu os olhos.

— O quê?

Cami soltou o pau dele, subiu na maca, sentou sobre as coxas dele com as pernas abertas. Vestia uma legging preta e uma blusa solta. Tirou a blusa num movimento rápido, mostrando os seios grandes dentro do sutiã de renda.

— Eu perguntei o que você quer, Roberto. Não tô aqui pra fazer massagem em cliente casado às três da tarde numa quarta-feira se for pra fingir que não tá todo mundo suando de tesão.

— Tô suando — ele confessou, a mão tremendo quando tocou a coxa dela.

— Me responde. O que você quer fazer?

Ele sentou na maca, o pau roçando a barriga dela. As mãos grandes subiram as costas de Cami, puxaram o gancho do sutiã. As costas caíram, os seios saltaram pra fora. A aréola escura, os mamilos já duros.

— Eu quero chupar seus peitos — ele disse, grave. — Quero lamber essa buceta que deve estar uma cachoeira. Quero meter até você pedir pra parar.

— Aí, garoto — Cami riu, baixo —, achei que você era reprimido.

— Vinte anos de casamento sem transar direito, não tem como continuar reprimido.

Ele mergulhou a boca no peito direito, sugando com força, a língua roçando o mamilo em círculos rápidos. A mão dele apertou o seio esquerdo, dedos grossos afundando na carne macia. Cami gemeu, arqueou as costas, enfiou a mão no cabelo grisalho dele.

— Isso — ela sussurrou —, chupa gostoso.

Ele trocou de peito, babando todo o mamilo, os olhos erguidos pra ver a reação dela. A legging de Cami estava manchada de umidade no meio. Ele percebeu e desceu a mão, pressionou os dedos sobre o tecido molhado.

— Tirando essa merda — ele falou, puxando a legging pra baixo.

Cami levantou o quadril, deixou ele despir a parte de baixo. A calcinha de renda combinava com o sutiã, mas tava encharcada, quase transparente. Roberto puxou a renda pro lado.

A buceta dela estava inchada, os pequenos lábios brilhantes, o clitóris saliente.

— Te foder — ele murmurou, e não esperou mais. Abaixou o rosto, enfiou a língua inteira entre os lábios dela, lambendo de baixo pra cima. Cami agarrou a cabeça dele e empinou o quadril.

— Assim, lambe minha buceta gostoso, lambe tudo.

Ele enfiou dois dedos dentro dela enquanto chupava o clitóris, sugando com pressão alternada. Cami já estava ofegando, as contrações começando.

— Vai gozar? — ele perguntou, os lábios dela escorrendo na barba dele.

— Quero gozar... com seu pau... dentro de mim.

Roberto ergueu o corpo, empurrou Cami de costas na maca, abriu as pernas dela com os joelhos e enfiou o pau de uma só vez.

— Porra — ela gritou, arranhando as costas dele.

O pau preenchia tudo, grosso, quente. Ele começou a meter forte, fundo, o som molhado da buceta dela recebendo cada estocada.

— Soca gostoso — ela pedia —, soca mais forte, arromba essa buceta.

— Tá apertada pra caralho — ele respondeu ofegante —, buceta gostosa do caralho.

Ela enrolou as pernas na cintura dele, puxando pra dentro a cada investida. Os peitos balançavam, ele mordeu o mamilo dela enquanto continuava metendo.

— Vou gozar — Cami avisou, os olhos revirando.

— Goza, goza na minha piroca.

Ela teve um orgasmo longo, o corpo todo tremendo, a buceta se contraindo em ondas em volta do pau dele. Roberto aguentou mais trinta segundos, os movimentos ficando desordenados, os grunhidos profundos.

— Onde? — ele perguntou.

— Goza dentro, enche minha buceta de porra.

Ele enterrou até o talo, o pau pulsando, jorrando esperma quente lá no fundo. Cami sentiu cada jato, contraiu de novo, gozou junto mais um pouco.

Os dois ficaram parados, a respiração pesada, o suor grudando os corpos.

Roberto caiu ao lado dela na maca, o pau escorregando pra fora, uma mistura de porra e lubrificação escorrendo pela coxa de Cami.

— Nossa senhora — ele disse.

— Pois é.

— Eu... preciso marcar a próxima sessão.

Cami riu, passando a mão no cabelo suado.

— Pode marcar. Mas aviso já: dor lombar não passou. Você só vai ter que vir mais vezes.

Ele virou o rosto, sorrindo de verdade dessa vez.

— Quantas vezes você acha que precisa?

— Umas duas por semana. Por seis meses.

— Caralho.

— Bem-vindo ao tratamento intensivo.

Fim.

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